ARTISTdirect entrevista Phoenix

Phoenix deu uma entrevista ao Rick Florino do ARTISTdirect. Na entrevista eles falaram sobre “The Catalyst”, o novo álbum da banda, o processo de criação em si e suas influências. Clique aqui para ler o artigo original em Inglês ou confira a tradução abaixo.

É uma viagem por um sonho que é simultaneamente perigoso e delicado. Sons mutuam de notas frágeis de teclado para riffs violentos – e depois o ciclo novamente. Chester Bennington e Mike Shinoda no quesito de letras juntam as imagens do passado, presente e futuro, pintando uma distopia, mesmo assim a imagem de um espaço cheio de informações. Leonardo DiCaprio e Christopher Nolan ficariam orgulhosos e eles deveriam ligar para a banda para uma próxima trilha sonora…

O primeiro single do álbum, “The Catalyst”, é o portão perfeito para essa visão visceral. Entretanto, ouvir o álbum do começo ao fim é a chave para desvendar os segredos por trás do A Thousand Suns. Se você comprar um álbum esse ano, que seja o A Thousand Suns…

“Espero que tudo que fazemos informe a transbordante experiência que A Thousand Suns foi feito para ser”, diz o baixista do Linkin Park, Dave “Phoenix” Farrell.

O Linkin Park fez o álbum poderoso porque ele é muito mais do que essa “transbordante experiência” para qual o Phoenix faz referência tão persuasivamente. O Phoenix sentou com o diretor do ARTISTdirect.com e autor do Dolor, Rick Florino, para uma entrevista exclusiva sobre o A Thousand Suns, alguns conceitos de “The Catalyst” e muito mais.

Certifique-se de comprar o A Thousand Suns no dia 14 de setembro de 2010…

Como você vê a evolução da banda no A Thousand Suns?

Essa é uma grande pergunta [Risos]. Para mim, o processo de nosso som a idéia dele mudar só vem de nós tentarmos não nos repetir. Estamos essencialmente tentando ficar animados sobre o processo criativo no estúdio. No fim do processo, conseguimos todos os tipos de resultados.

Você diria que está é uma evolução natural do Minutes To Midnight?

Para nós, eu acho que o Minutes to Midnight foi uma ótima oportunidade de jogar fora o que nós achávamos que era o som do Linkin Park. Tiramos nossoas luvas um pouco e saímos de nossa mentalidade usual e pensamos no que uma música precisava ser para estar num álbum do Linkin Park. No processo disso, nos deu a oportunidade de fazer uma música do Linkin Park com o que nós seis estávamos animados. Abriu-nos um mundo de música e criatividade ainda mais. Naquele tempo, o Mike estava com o projeto paralelo Fort Minor, ele disse que parte dele estava liberando a energia criativa que ele gostava, mas não necessariamente se encaixaria com um álbum do Linkin Park. Agora, todos sentem que se amamos algo, pode estar no álbum – não importa o que seja. Não tem que ser tão rígido quanto um livro de regras.

Como uma banda, se tem essas personalidades únicas, e elas se juntam em uma só visão aderente.

Da época do Hybrid Theory, o nosso objetivo era juntar esses sons diferentes em modos que não ouvíamos ninguém mais fazer. Agora, é como se esse processo tivesse continuado, mas as referências e influências musicais que temos usado são bem maiores e abrangentes. São seis caras que escutam músicas muito diferentes e estão pegando coisas de vários lugares para tentar descobrir como eles podem se encaixar bem juntos. O espírito da coisa é o mesmo de dez anos atrás.

“The Catalyst” é diferente de qualquer coisa por aí – passado ou presente.

Essa é uma boa coisa para se ouvir [Risos]. Idealmente para mim, eu não gosto de gêneros quando se trata de nossa música. Não trabalho bem com esse pensamento. No começo, sentíamos que fomos colocados em um gênero com o qual não nos sentíamos muito confortáveis. É bom estar em um ponto no qual nossa música é só Linkin Park. Ela não tem que ser categorizada.

Essa música faz isso. Tem vários elementos de muitos estilos diferentes, mas é inequivocamente Linkin Park. Como foi o processo dela? O que ela significa para você?

Estávamos no processo de eliminação de faixas no estúdio, e “The Catalyst” em particular – mesmo ainda como demo – era algo que sentíamos ser bem importante no álbum. Você pode ouvir o trecho “A Thousand Suns” na letra algumas vezes. Obviamente, nos amamos a idéia daquilo e a imagem por trás disso. E “A Thousand Suns” acabou sendo o nome do álbum. Em “The Catalyst”, as pessoas sugarão temas diferentes dele liricamente falando que continuam no álbum em si. Essa é uma das coisas que fizemos um pouco diferente com esse processo. A intenção era criar um transbordante mundo 3D de 45 minutos com o álbum todo. As coisas que você começou a perceber ou as perguntas que começam a ser levantadas quando as pessoas ouvem “The Catalyst” voltam. A conversa continua no álbum todo. A interação de uma música vem da outra. O álbum intencionalmente te leva de volta para o que um álbum deveria ser nos anos 70 ou 80. Não é um álbum conceitual ao ver do Tommy, mas há alguns conceitos no decorrer do álbum que seguem sim um padrão.

O Pink Floyd nunca vez um álbum conceitual “forçado” também. As histórias deles eram sempre abstratas. Há uma mentalidade sem ligação com o A Thousand Suns, mas há algo em comum.

Como um exemplo, o The Wall está em um lado, e as outras coisas que eles fizeram estão num outro, potencialmente. Não há outra experiência por aí que é similar ao vinil. Você coloca a agulha no lugar, e você entra naquele mundo durante o tempo que o álbum é tocado. Agora, é mais por faixas individuais. Você fica pulando as coisas. Queríamos fazer um esforço para criar um álbum que você pode ouvir individualmente, mas se você tem o tempo e interesse, pode se sentar e ser rodeado de uma grande experiência do álbum em si.

Parece que a música e a letra estão entre ligadas mais do que nunca.

No processo de criação o A Thousand Suns, o Chester e o Mike trabalharam juntos para escrever a melodia e as letras mais do que nunca no passado. Em certos pontos, você pode ouvir os dois vocais ao mesmo tempo no álbum. O Mike canta bastante. Há momentos em que você não saberá quem está cantando qual parte. Eu acho que eles fizeram um ótimo trabalho na integração do que eles estão fazendo no sentido lírico e de melodias.

Você viu o A Thousand Suns como uma obra em si desde o começo?

Mais do que qualquer coisa, o que ditou como o álbum se tornou foi o processo. No estúdio, houve momentos onde o Mike traria uma idéia em um demo. Eu ouviria, e não saberia se gostaria ou não a princípio. Eu precisaria ouvir de novo para descobrir o que estava acontecendo e se eu gostava. Essa era a música que eu ficava entusiasmado. Se houvesse sons que nunca tínhamos ouvido antes ou estruturas que não se podia descobrir muito bem como funcionam, elas eram inspirantes. Nós gravitamos ao redor das músicas que pareciam ser diferente de tudo que já tínhamos feito antes ou ouvido outra pessoa fazer antes. Há conexões temais entre cada música no álbum, e há sinergia sônica com o que está acontecendo. Algumas das músicas são bem diferentes. Cada música leva o álbum em uma direção diferente. A intenção é fazer uma experiência que crie uma sensação 3D quando se senta e escuta o álbum todo. Músicas diferentes almejam coisas diferentes. “Blackout” tem um estilo vocal que é bem agressivo e com música pesada que é bem delicada em certos pontos. Há musicas mais focada na tradicional estrutura. E depois há músicas focadas em quase três coisas diferentes.

“The Catalyst” é serena e visceral ao mesmo tempo.

Para nós, a música era definitivamente um primeiro single! Não queríamos ficar naquelas coisas que já sabíamos fazer. Quando tivemos que escolher um primeiro single, queríamos escolher algo que representasse bem a jornada que o álbum é. “The Catalyst” mostra às pessoas a direção de onde o álbum vai.

Qual é a história por trás de “The Messenger”?

É uma música bem baseada no acústico. O desempenho vocal do Chester é uma das minhas favoritas que ele já fez na vida. O desempenho dele é bem poderoso. No álbum inteiro, você vê essa barreira de sons e informações. É quase análogo para a tecnologia e o mundo em que vivemos. Você está sendo bombardeado com o que você está ouvindo e não tem certeza do que está acontecendo. O fim é um momento de descanso e uma distância daquilo tudo. É bem mais calma e pessoal.