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Chester fala sobre a evolução do processo de composição e menos guitarras em “One More Light”

Em entrevista à 92.3 AMP Radio, Chester Bennington falou sobre a evolução do processo de composição da banda e sobre ter menos guitarras nas novas músicas. Confira:

“Eu sempre digo que a nossa jornada musical é uma viagem, não é um destino, e uma das coisas que sempre fizemos é que sempre tentamos adicionar ao que já sabemos fazer. É como andar de bicicleta – uma vez que você está em uma, você já sabe como andar nela. Você não está pensando, tipo, ‘Ok, quando eu aprendi a andar de bicicleta, eu sentei nela primeiro e depois pensei, ‘Pedala, pedala,’ você entende? Você apenas faz. Então todas as coisas que aprendemos ao longo de nossa carreira sobre como escrever músicas, elas vem naturalmente depois de você colocá-la em prática. São todas as coisas que não sabemos – são todos os métodos, todos os processos, as filosofias que outros produtores e compositores, ou até mesmo os artistas, têm. Essas são as coisas que estamos sempre tentando ganhar. E nós estamos buscando os cérebros das pessoas o tempo todo, se você está dirigindo um vídeo ou se você é um pintor ou um compositor ou algo assim, nós estamos sempre perguntando sobre o processo e como esse processo funciona para cada pessoa e, em seguida, nós tentamos tomar o que eles têm para oferecer e colocar isso em nossa caixa de ferramentas.”

Sobre as composições com menos guitarras…

“Bem, nós não sentamos e dizemos, ‘Ok, vamos trazer as guitarras de volta.’ Isso foi, na verdade… nós tínhamos a música. Eu fiz a maioria dos vocais com um piano ou um violão, e então eu faria o primeiro take de vocal principal da forma mais simples. E com essa imagem na minha cabeça, foi assim que a música foi inspirada – para ser escrita dessa forma – e então nós construíamos a música em torno dela. Então, em alguns casos, nós tocamos dessa forma durante todo o processo – adicionando mais guitarras ou talvez mudando alguns sons; nós criamos todos os nossos próprios sons em todos os álbuns. E para nós, era apenas mais uma questão de dar apoio ao vocal em vez de colocar o vocal em uma música. Quando estamos escrevendo as músicas primeiro, eu sou como um cão para um esquilo: eu vejo e quero buscá-lo. Então, tipo, se eu ouço uma música sem melodias e não tem nada falando comigo liricamente, eu sempre sou obrigado a ir atrás de um material mais pesado, porque isso evoca uma emoção direta. E eu fico animado quando ouço música pesada, rápida e com um riff. E isso é incrível – eu quero chutar algo bem no meio ou o que seja, quero quebrar coisas, e isso tudo funciona muito bem. Mas muitas vezes nos encontramos meio que batendo nossas cabeças contra a parede tentando criar um vocal inspirado sobre algumas dessas músicas, porque podemos fazer a música soar incrivelmente bem – mas isso não inspira o nosso vocal o tempo todo. Então, passamos muito tempo construindo músicas que não vão a lugar algum. Desta vez, nós realmente nos focamos apenas em melodias e letras, e fez o processo muito mais produtivo e muito mais fluído. Nós escrevemos várias ótimas músicas, e nós colocamos todas as melhores neste disco.”