A revista Rolling Stone entrevistou Chester durante uma viagem com sua família para a Disney:


Como foi que decidiram chamar Rick Rubin? Foi idéia de vocês ou ele veio até a banda?
Nós - a banda - fizemos uma lista de pessoas com as quais gostaríamos de trabalhar. Rick é um cara com quem queríamos trabalhar desde que começamos a gravar discos. Se você não pensa em trabalhar com Rick, provavelmente você é um idiota, entende? Tentamos nos aproximar dele, e depois de conhecê-lo não nos preocupamos em conhecer mais ninguém. Ele realmente pareceu querer mudar as coisas que fazíamos musicalmente. Estávamos procurando uma nova direção e sabíamos que ele poderia nos levar até lá.


Quais músicas melhor demonstraram os resultados de trabalhar com Rubin?
'In Between' é a faixa que melhor representa o que estou falando, é uma música que começa com violoncelo. Há o violoncelo e uma batida simples de fundo. E Mike canta a música inteira.


Ele canta, e não faz rap?
Exatamente, ele canta a música toda. É uma música muito sincera e bonita, e algo que ningué poderia esperar de um disco do Linkin Park.


E sobre 'Hands Held High' e 'Little Things You Give Away'?
Bem, 'Hands Held High' [ele começa a cantar], e Rick Rubin disse 'esqueça, vamos fazer rap, Mike, vá em frente, faça seu trabalho.' Era uma parte diferente da música para fazer rap mas funcionou muito bem.
'Little Things You Give Away' é um longo e belo épico, e o modo dos arranjos não é tão convencional, também. Acho que é algo que representa a diversidade do disco.

A letra foi insipirada por sua experiência com o Music For Relief e o tsunami?
O legal desse disco é que fizemos observações da nossa perspectiva das coisas, não pregamos nada ou falamos de política, mas chegamos numa idade em que prestamos mais atenção nessas coisas em nossa vida.

Quais tipos de idéia Rick mostrou a vocês que vocês realmente gostaram e quais não?
Ouvimos com atenção tudo que Rick falava. Temos muito respeito por ele e ele tem um ótimo gosto musical e um ótimo ouvido, então foi tipo 'vamos tentar isso', e nós tentávamos de tudo. Encaramos cada desafio e trabalhamos nisso, e foi por isso que chegamos a quase 150 músicas para escolher 12 para o disco.

Como foi que escolheram as músicas? Havia algum método?
Há uma classificação para tudo e também uma votação. Classificamos tudo, votamos, classificamos novamente e votamos mais uma vez e assim foram as escolhas. Era entendiamente. Às vezes parecia que a democracia não era uma boa idéia, mas o resultado final foi que chegamos num disco liricamente forte, muito musical, e muito bem escrito.


Mike canta pouco no disco? Por que as músicas que ouvi tinham na maioria você cantando.
Mike disse, "eu me escrevi fora do disco". Não há muito do Mike no álbum - ele faz rap duas músicas, canta em duas, faz backing vocals e toca muita guitarra. E vocês sabem que ele produziu o disco também, o que é interessante. No começo eu perguntei a ele, 'Ei, o que você está fazendo?'. Acho que devemos colocar mais raps ou mais faixas para você. E ele disse 'não. isso é tudo seu, cara'. Isso foi logo depois de quase pararmos de prestar atenção nele. Nós estávamos apenas escrevendo músicas.



Entrevista original em inglês aqui.

source: Linkin Park Association
tradução por Kementári

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