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Brad Delson: “Nós nunca nos repetimos, sempre buscamos avançar”

Em entrevista ao La Viola, Brad Delson adianta o que pode rolar no show do Linkin Park em Buenos Aires, no Maximus Festival. Além de dar detalhes sobre o novo álbum “One More Light”.

– La Viola: O que teremos neste novo show?
– Brad Delson: Vamos tocar músicas do novo álbum (“One More Light”) e dos anteriores. É um novo show, por isso estamos muito animados para tocá-las pela primeira vez para os sul-americanos. Eles serão os primeiros a ouvir essas músicas ao vivo!

– LV: Vocês irão dividir o palco com Rob Zombie, Ghost e Slayer. Qual a relação que vocês tem com eles?
– BD: Eles são ótimos caras e estamos muito contentes em compartilhar o palco com eles. É um lineup bem completo e nos sentimos orgulhosos em fazer parte dele.

– LV: O que você pode nos adiantar sobre o novo álbum?
– BD: Nós trabalhamos nele por um ano e meio, fizemos 70 músicas e selecionamos as 10 melhores, nossas favoritas. Foi um período de muita inspiração. Geralmente fazemos a música e a melodia, aí as letras vem no final, mas desta vez o processo foi o contrário e começamos pelas letras.

– LV: Como nasceu “Battle Symphony”?
– BD: Ela é um exemplo perfeito desta forma de trabalhar que eu te contava. Surgiu muito rapidamente, como a maioria das canções do disco, em apenas duas horas. E então passamos vários meses trabalhando com a produção e os sons. É uma das minhas favoritas do álbum.

– LV: Como foi trabalhar com Pusha T e Stormzy em “Good Goodbye”?
– BD: Foi genial. Nós tínhamos o refrão da música e pensamos neles para cantá-lo. Primeiro convidamos Pusha T, com quem já havíamos trabalhado antes, e depois chamamos o Stormzy. Os dois se juntaram e deram uma grande profundidade para a música.

– LV: Também há uma música com a Kiiara (“Heavy”), que vem do eletropop, é uma tentativa de alcançar um outro tipo de público?
– BD: Para nós, é uma oportunidade de adicionar uma voz que nos encanta com uma mente muito criativa. Além de cantar muito bem, Kiiara é uma grande compositora. É amiga do Mike (Shinoda) e sempre estava próxima da banda.

– LV: Com você tocando junto ao Linkin Park desde os anos 90, como você vê a evolução musical do grupo?
– BD: Nenhum de nós penssava que seria desta forma, estamos muito gratos aos nossos fãs por nos ouvir e nos permitir continuar a fazer músicas desafiadoras. Nós nunca nos repetimos, sempre buscamos avançar e aproveitar as oportunidades que surgem. Algo genial que estamos fazendo no momento é reduzir um pouco das músicas em voz e piano. Então fizemos uma versão de “Crawling” assim e ficou muito bom junto às novas. Dessa forma nós vemos a evolução da nossa música, uma ligação entre as antigas e as novas.

– LV: Como você se imagina em 10 anos?
– BD: Eu adoraria continuar fazendo isso, pois é algo que nós amamos desde que éramos crianças. Está ótimo podermos seguir tocando e melhorando dia após dia.