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Mike postou em seu blog sobre seu novo projeto de reciclagem no Haiti. Confira aqui o texto original (com fotos),  e a tradução logo abaixo:

SRS: MEU SEGREDO NO HAITI

Andei guardando um segredo.
Meu segredo não é algo chocante, não é sobre música, e não é algo que daria uma coluna de fofocas excitante. E as pessoas que serão beneficiados por esse segredo – sobre quem falarei – podem nunca saber realmente o que aconteceu, porque não têm internet, podem não ter eletricidade, e quase certamente nunca ouviram falar do Linkin Park.

Tenho um amigo de infância, da California, chamado Andrew, que trabalha para uma organização sem fins lucrativos que provê coisas como suprimentos médicos para vítimas de desastres naturais. Ele tem viajado entre os EUA e o Havai regularmente.
Pouco mais de um ano atrás, durante uma de suas vindas para casa, chamei-o para jantar. Falamos sobre o que estava acontecendo, e enquanto ele contava o complexo e desastroso panorama que viu em suas viagens, revelou uma ideia inesperada.
Ele estava considerando começar um negócio no Haiti.

Andrew me contou como, em cada visita ao país, se chocava com as montanhas de plástico se empilhando nas ruas, canais e praias.

Me mostrou fotos. O lixo se espalhava em todos os lugares. Ele me contou que o Haiti não tem um programa de reciclagem, e queria começar um.

Em um primeiro momento, imaginei uma organização sem fins lucrativos. Mas se fosse planejado assim, o dinheiro doado poderia ser pouco ou acabar, e o programa teria de ser parado.
Então sugeri que se fosse uma empresa lucrativa, que poderia não apenas ser mais sustentável mas também daria orgulho aos trabalhadores. Andrew pensava no mesmo. No fim da conversa, decidi que estava disposto a correr esse risco com ele. No final das contas, mesmo que o negócio falisse e o dinheiro investido fosse perdido, pelo menos teríamos tirado bastante lixo das ruas.

A empresa que criamos se chama Sustainable Recycling Solutions (Soluções de Reciclagem Sustentáveis), ou SRS. Não é uma instituição beneficente. A SRS é um negócio localizado no Haiti, e operado por trabalhadores haitianos. Um dos donos da SRS é um haitiano chamado Pino, que também vende água limpa por preço baixo em embalagens plásticas em todo o país. Ele mostrou preocupação por seu produto estar criando lixo, e quis fazer algo para compensar. Então se uniu a nós.

Agora alguém pode perguntar “com todos os problemas no Haiti, por que se preocupar com reciclagem?” O surto de cólica que começou logo após o terremoto atingiu o status “endêmico”, que é um nível acima de “o pior possível”. Mais de metade do país é analfabeto. O terremoto deixou desabrigados vivendo em barracas em todo Porto Príncipe e áreas ao redor. E o mais chocante, o Haiti tem uma taxa de desemprego de 75%. Como a reciclagem resolveria algo de importância?

Para responder, deixe-me dizer: não falei publicamente sobre a SRS por vários motivos. Primeiro, porque no começo a SRS não era nada além de um terreno vazio, sem eletricidade ou água. Segundo, porque o Linkin Park é relativamente desconhecido no Haiti, então não haveria grande benefício em um patrocínio público vindo de mim no começo. E terceiro, porque havia uma chance enorme de dar errado.

A SRS funciona há um ano. E no final das contas, coletar plástico ajuda em todos os problemas acima. A SRS paga as pessoas que limpam o lugar onde moram, o que acaba com o despejo de lixo em lugares inapropriados. As ruas estão visivelmente mudando. Quando lixo suficiente for removido a água estará limpa, promovendo mais higiene, que diminuirá a cólera. As pessoas estão aprendendo sobre os benefícios sociais e ambientais da reciclagem e da sustentabilidade. E o mais importante, pessoas que não sabem ler e tem pouca experiência de trabalho tem agora a oportunidade te conseguir dinheiro e sustentar suas famílias.

Nesta semana, na sequência do Furacão Sandy e no terceiro aniversário do terremoto no Haiti, fico feliz em contar que a SRS limpou 159 mil toneladas de plástico (PET e Polietileno) das ruas de Porto Príncipe e das cidades ao redor.
Empregamos 30 pessoas e fazemos negócios com aproximadamente 4.000 coletores. Os mais sagazes uniram-se e – separados da SRS – criaram negócios menores abaixo do nosso, planejando a coleta de plástico em outras cidades. E nós criamos uma solução lucrativa e sustentável que limpa as ruas, ajuda a lutar contra as doenças e dá trabalho a pessoas em um país em que a ajuda é necessária e
muito merecida. E o mais importante, vi o papel importante de três pessoas – pessoa que trabalham duro e dividem um maravilhoso espírito empreendedor.

Pretendo ocasionalmente dividir minha experiência com a SRS aqui. Se você se sentir inspirado, sinta-se livre pra deixar um comentário positivo ao povo do Haiti nos comentários abaixo.

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